sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Plataforma BNDES demanda imediata suspensão do financiamento de estrada na Bolívia


Organiza
ções da sociedade civil brasileira, boliviana e internacional, em uma articulação com a Plataforma BNDES, demandam do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a imediata suspensão contratual do financiamento previsto para a construção da estrada Villa Tunari-San Ignacio de Moxos, na Bolívia, cortando ao meio o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS).

Há mais de um mês, a Plataforma BNDES aguarda uma resposta do BNDES a outra carta, protocolada na sede do banco e endereçada ao seu presidente, Luciano Coutinho. Desde o dia 25 de agosto, exatamente um mês antes da violenta repressão policial do governo boliviano às manifestações indígenas, as organizações brasileiras e bolivianas já demandavam a suspensão do financiamento, apontando fragilidades nos critérios ambientais e sociais do banco, assim como em sua política de transparência.

A nota divulgada hoje volta a alertar para as violações sobre os direitos indígenas e acrescenta denúncias de superfaturamento nas obras. “O BNDES tem a obrigação de apurar as graves denúncias de superfaturamento nos contratos celebrados entre a Agência Boliviana de Carreteras (ABC) e a empresa brasileira OAS”. As denúncias foram encaminhadas por organizações bolivianas ao Ministério Público daquele país no último dia 27 de setembro.

A Plataforma BNDES é uma articulação política que reúne diversas organizações da sociedade civil e movimentos sociais da América Latina que, desde 2007, buscam democratizar o BNDES e reorientar o padrão de desenvolvimento financiado por essa instituição pública.


Para acessar a carta protocolada no BNDES em 25 de agosto, clique aqui.


Mais informações: Gabriel Strautman – 21 8107-0991

www.plataformabndes.org.br

3 comentários:

  1. felipe dos santos gatinho rocha ou puxirum30 de setembro de 2011 15:49

    sugiro a leitura do jornal pessoal, a agenda amazônica de lúcio flávio pinto, que podem encontrar em bancas do centro de belém, ou no sítio www.lucioflaviopinto.com.br

    ResponderExcluir
  2. felipe dos santos gatinho rocha ou puxirum1 de outubro de 2011 16:24

    DO CABRESTO À AUTODETERMINAÇÃO

    A democracia é uma ditadura com eufemismo. Demos Cratein(do grego): governo do povo, para o povo e pelo povo nunca existiu nenhum. Nesse regime, a exemplo dos demais, em última análise, todo poder se impõe pelo poder das "armas". Tal efeito dissuasivo, será eficaz, enquanto o ser humano for mortal.
    Ninguém teme um juiz pelo mero status de magistrado, todavia, porque o indefeso está perante um árbitro capaz de mobilizar um aparato bélico. Equivale a afirmar: entre o estado e o cidadão uma relação sadomasoquista - onde o estado é o sádico(quem sente prazer com o sofrimento alheio) e o cidadão é o masoquista (quem se realiza sofrendo). Como provar que o togado é quem está certo? Pasmem, apesar de tudo, ainda há covarde que reforça a sua condição de covarde, concordando: "Decisão judicial não se discute, cumpre-se!"
    Os diplomatas estadunidenses são os que mais logram êxitos em suas "negociações". será se essas façanhas se devem à habilidade da chancelaria norte americana, ou é por que a contraparte se rende ao poder de fogo dos ianques?
    Outrossim, o governo não monopoliza o arsenal porque governa, mas governa porque monopoliza o arsenal. Tanto é que sustentáculo sinequanon dos poderes são as armas, que nenhum governo admite a concorrência de grupos armados, escusos, dentro dos seus domínios. Mesmo porque os governantes tem consciência das suas ações maléficas e injustas contra a população, e para empurrá-las goela abaixo tem de ser à base da coação e do medo.
    Diante de uma confusão que incita o furor popular(misantrópica), um tipo de relação podre entre os poderes, outrora discreta, tem vindo à tona de maneira mais descarada; é a transferência do "trabalho sujo" ao judiciário. É mais ou menos assim: sempre que uma autoridade executiva vê-se obrigada a tomar uma medida impopular, para não perder voto e mídia, de pronto, o rolo é remetido ao poder judiciário: lá estão androides infalíveis, intocáveis, perfeitos, inquestionáveis, acima do bem e do mau; e suas decisões equivalem ao efeito de um decreto celestial. É como se de uma irmandade de três (triarquia): legisladrão, executor e judiador (o louco iniputável), quando for para cometer uma iniquidade, os dois primeiros combinam: vamos mandar judiador perpetrar esse crime, ele é "impunível". Ou ainda pode ser comparada às quadrilhas que recrutam menores para seus quadros: todos os delitos são atribuídos aos garotos, eles contam com as benesses da lei. O judiciário é o ferrabrás em antipopularidade (ou iniquidade classista).
    Por essas e por outras, o poder judiciário urge por transformações: em suas hierarquização, forma de ingresso e na quebra da estabilidade pétrea (vitaliciedade). Porque, se assim continuar,votar não passará de uma atitude idiota...

    este fragmento é de um texto do irmão escritor, Benigno Dias... fico de postar o restante do conteúdo noutra oportunidade

    ResponderExcluir
  3. felipe dos santos gatinho rocha ou puxirum2 de outubro de 2011 16:50

    eis o que faltava do texto:


    Eleitores para escolher representantes que, para livrarem a cara, podem se dar ao luxo de terceirizar decisões. Decisões atuais com sabor de sujeição que vai do império romano à idade média, quando se sentenciava: (roma falou questão vencida) e Magister Dixt (O mestre falou). A propósito eu, pelo menos, não voto, e jamais votarei em alguém. Votar para que? Para eleger os algozes que vão legislar leis que darão uma fachada "legal" aos agentes e estruturas que nos oprimem? Essas legislações abrem caminhos para nos levar à cadeia, à morte, para juízes invadirem nossa vida com tamanha petulância, forçar-nos a nutrir nossos inimigos através de impostos tomados etc. Ou seja: o que deve ser questionado, urgentemente, não é o candidato portador de mau-hálito, ou se ele é desonesto, ou o analfabetismo do Tiririca; mas sim o nosso papel de mulas do estado opressor. Pois somente um povo bem armado pode se opor às tiranias estatais. A grande maioria das leis que são criadas não tem como prioridade o bem estar dos cidadãos(ãs), mas sim visam a garantir a governabilidade, ou seja, a nossa submissão de bois de canga.
    Reação esperada: quando 30% dos subjugados acordarem, e perceberem que são reféns de um estado armado, eles se aprestarão como multiplicadores de um modelo, onde reinará o equilíbrio de forças. Ora, se o estado nos submete pela força do seu poderio mortífero, para reagirmos e provarmos que não somos masoquistas, devemos nos armar também de forma estratégica e organizada. Claro que nem todos comungam com este modelo proposto: uns porque já se habituaram na canga, outros porque só sabem viver na dependência de uma tutela, e aqueles porque são beneficiados pela estrutura pandemônica repressora da maioria.
    Porém, como somos uma gentinha acovardada, para viver o menos injusto dentro dessa relação ditatorial, a população deveria deflagrar um movimento, visando a pressionar o congresso nacional, a fim de que este extirpe, de pronto, a vitaliciedade dos magistrados e a estabilidade pétrea de policiais. Pois, quem se dá à audácia de invadir a vida alheia, perseguir e julgar, no mínimo, tem de ser perfeito e infalível. Do contrário, o agente deve-se declarar incompetente para tal missão, ou melhor, intromissão.
    O instinto de autodefesa é uma faculdade peculiar a todo organismo vivo.
    A lei da sobrevivência revoga as demais.
    Todo dominado tem implantado em si um "botão de acionamento" - esse código de acesso se chama MEDO.
    o GRUPO OPRESSOR É UM OPORTUNISTA DA COVARDIA POPULAR

    ResponderExcluir