
Brasília, 15 junho de 2011.
Almir, liderança do povo Suruí, contou que vem recebendo fortes ameaças de morte durante reunião com Fernando Matos, diretor da Secretaria de Direitos Humanos e Paula Vanucci do Ministério do Meio Ambiente. Acompanhado por Luiza Viana da Equipe de Conservação da Amazônia (ACT Brasil), Neidinha da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, Rubens Gomes e Aladim Alfaia, presidente e diretor-tesoureiro do Grupo de Trabalho Amazônico, Almir questionou quais medidas serão tomadas pela Secretaria dos Direitos Humanos para sua proteção.
Segundo ele o caso não é recente. Faz dois anos que ele realizou uma reunião com vários órgãos do governo com o mesmo intuito; pedir medidas de segurança para garantir sua vida e de seu povo. No entanto, o cenário atual é de maior violência e complexidade.
As recentes mortes de castanheiros, trabalhadores rurais e lavradores da Amazônia têm motivado para o crescente índice de jurados de morte na região e muitos apóiam a idéia que a aprovação do Código Florestal na Câmara dos Deputados foi um dos motivos para essa onda de crimes.
“Sempre lidei com as ameaças de grupos que querem utilizar a floresta de maneira errada na nossa região, mas agora estou ainda mais preocupado, pois nas últimas semanas líderes do Povo Paiter Suruí também foram ameaçados”, disse Almir Suruí.
Segundo o indígena, alguns índios de sua comunidade foram aliciados por madeireiros e estão também ameaçando o líder Suruí de morte.
Como resposta Fernando Matos afirmou que averiguará a denúncia e que tomará as medidas cabíveis.
O intuito é que casos como o de Obede Loyla Souza, 31 anos, casado e pai de três filhos, assassinado no último dia 09, além dos outros cinco líderes assassinados nas últimas semanas, cessem e não reflitam em mais mortes.
É o cúmulo sabermos que ainda existe um Brasil cego, surdo e que resolve as coisas de forma tão sanguinária e cruel.
Assessoria de Comunicação – Rede GTA
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